quinta-feira, 29 de abril de 2010

Hoje é um novo dia. Parece um mesmo dia igual ao dia que passou


O entardecer pode ser frio, escuro e trazer muitos medos. Saudade... Era no entardecer, às seis da tarde, que nos encontrávamos na avenida repleta de pessoas vazias e ônibus lotados. Era no entardecer que nos despedíamos com o beijo de boa noite. E hoje, é no entardecer que todas essas cenas voltam como um filme em minha mente. Medo e frio. Escuro e saudade. Mas basta esperar que a noite vem logo amenizar essa agonia e por traz daquela escuridão os pensamentos se escondem por entre as nuvens, que logo serão iluminadas pela luz do luar. Pensamentos lançados aos céus levando passado, pedindo futuro, clamando amor. Esperar. Esse é o segredo. O sol tem seu momento de nascer e a lua espera a hora certa para enfeitar o céu, como uma dança sincronizada. Assim, o entardecer, por mais triste que seja, enfatiza que cada caso, mesmo que por acaso, tem sua hora certa de acontecer. Esperar. Essa é a tristeza que me consome.



Titãs

Provas de Amor


SE É AMOR TEM DESENCONTROS

AMAR TAMBÉM UM CONTRA O OUTRO

LUTAR SEMPRE POR ESSE AMOR QUE MORRE E REACENDE MELHOR

EXISTEM PROVAS DE AMOR, APENAS

NÃO EXISTE O AMOR

domingo, 25 de abril de 2010

Mar de rosas e vinho tinto


E quando o show começa eu sei que vou amar momentanemente mais do que todos os que já fui... instantaneamente pelo resto da minha vida... e intensamente com todas as forças. O show só acaba quando as cortinas se fecham. E me lembro que o show continuava. O show só termina quando as cortinas se fecham.

Capital Inicial se despediu muitas vezes, mas sempre voltavam, pois a energia do povo ardia junto com o calor do fogo. E estava foda! Eram 12 mil mãos balançando no mesmo ritmo. Sempre tem um que ama desde a infância. Sempre tem um que fica meio perdido e finge que sabe cantar todas. Sempre tem um que foi só lá tentar pegar uma palheta afim de mostrar para os amigos. Sempre tem um que é fã numero 1. Sempre tem um que vai fica emburrado por ficar de fora do camarim ou não conseguir escorar na grade...

...E sempre tem um que vai ser eu! Que não se contém em apenas assistir. Que grita, chora, e reivindica junto com as letras recitadas em forma de música. Afinal em mim corre todos esses sentimentos de que nada importa além de pegar uma palheta, ou ser (talvez momentaneamente) a fã numero um, e lembrar de que cresceu ouvindo aquele som.. E ainda com um toque de histeria e a vontade de estar lá em cima do palco e perder a garganta no chão, quem sabe, no pé de um guitarrista.

É loucura, independente de ter conseguido entrar no camarim ou não.

Mas pelo menos eu consegui a palheta.

O pós-show é foda! Não existe vóz. Garganta serve apenas pra deglutir o hotdog do tio da esquina. Nessa hora percebe-se: não se vai sozinho à um show. E daquelas 12 mil mãos, podem aparecer umas 10 pra te provar isso aplicando a tática do “SEJA UM S.S.” (super simpático). O papo mais furado de todos sendo digerido junto com a batata-palha, o pão e a salsicha.. Uma hora tudo que é util acaba sendo absorvido graças aos impulsos nervosos ou ao peristaltismo do tubo gastro intestinal. É daí que surgem os mais novos amigos de infância. Contudo as cortinas se fecharam e enfim o fim chegou. Volta pra casa, limpa o que sobrou da maquiagem borrada e coloca a camiseta que acaba de virar pijama. Todo mundo já dormindo, e eu tentando me concentrar. Só consigo mesmo é ficar repassando o repertório, até q o sono se deite do meu lado. As 4 horas dormidas depois de tanta exaustão é pouco. Vejo dos meus dois lados dois seres desmaiados, cansados e sonhando , talvez o mesmo sonho que acaba de me acordar e não me deixa voltar à dormir. Não importa! É muito melhor sonhar acordada, afinal a realidade deve ser lembrada com realidade. Apenas 4 horas se passaram depois que coloquei a cabeça no travesseiro. Penso: “Cadê minhas pernas? Cadê minha voz?”. Mas ainda assim, a vontade é de sair gritando daqui!


Capital Inicial

Natasha


DEZESSETE ANOS E FUGIU DE CASA

ÀS SETE HORAS DA MANHÃ DO DIA ERRADO

LEVOU NAS MALAS UMAS MENTIRAS PRA CONTAR

DEIXOU PRA TRAZ OS PAIS E O NAMORADO


sexta-feira, 16 de abril de 2010

Envelheço na cidade


A manhã vem clarear meu dia, e eu ainda estou aqui, sentada, vendo fotos antigas e (re)lembrando como éramos felizes. Passou-se uma infância e uma pré adolescência repleta de rebeldia e rock'n roll. Quatorze anos vividos e ainda brincávamos de Barbie, cantávamos gritando na sala vazia como se o mundo girasse em torno da música que estava presente em nosso cotidiano e como se cada grito de satisfação fosse ouvido por cada amor platônico que tínhamos em comum. Flashs de tomar suco de beterraba na mesa da varanda, nadar semi-nuas na piscina, comer carpaccio no balançar da rede, fatiar salame (ela exigia: BEM FININHO!, eu fazia), comer um HotDog com muita mostarda na praça (eu dizia: ARDE TUDO AQUI!, ela ria), virar as páginas dos Posters na calçada e dormir sob um colchão velho na sacada, sonhando com a próxima noite que deveria ser a mais perfeita de todas! Deveria. Do verbo não foi! E lembrei ainda que foi em algum dia quase perfeito que descobri que as pessoas que se fazem de fortes são mais fracas do que elas mesmas imaginam. Se fosse hoje, eu não A deixaria ter ido até lá. Se fosse hoje eu destruiria os cabos de Internet e derrubaria as torres telefônicas. Se fosse hoje, eu mataria um, sem remorso algum... Só pra garantir que sempre estaríamos lado a lado. Mas depois de quatro anos, depois de já ter tentado e desejado tantas coisas, depois de ter feito tanto barulho em vão (ou não, não sei), uso as forças que me restam só pra poder te observar de longe e tentar decifrar seus sorrisos escondidos entre caretas. O espaço vazio estará sempre esperando por você, e o botão do velho toca-fitas ainda está intacto aguardando alguém que um dia apertou o stop, volte para dar o play exatamente de onde a musica parou.

CPM 22
Escolhas, Provas e Promessas

NESSE TEMPO SEM VOCÊ O PIOR FOI PERCEBER: NÃO SOBROU NADA
TENHO A CHANCE DE REVER E A NOSSA HISTÓRIA REFAZER. NÃO VEJO A HORA
ENFRENTARIA O MUNDO AGORA!
...VOU TE CONTAR
AS ESCOLHAS QUE FAZEMOS PODEM MUDAR

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Vírgula, (parênteses) Exclamação!

Quem me dera viver num mundo onde os humanos fossem menos sérios. Viver num mundo onde os seres (chamados) racionais conseguissem enfim raciocinar e entender como é bom viver a magia de acordar, simplesmente pela alegria de voltar a dormir, após mais um dia de realizações, sobrevivência e superação. Mas ao invés disso, ao fecharem os olhos, preferem substituir os sonhos com preocupações. E quem deixa de sonhar, por qualquer motivo que seja, perde a motivação que traz emoção à vida, assim como a harmonia da trilha sonora ao dia. E quem que não gosta de ter um dia cantante, contagiado por algo raro? Raro: Difícil de encontrar, porém não escasso. Se olharmos ao redor encontraremos animais-humanos, menos humanos do que animais, que não conseguem apreciar a beleza do simples aperto de mão, o carinho do beijo no rosto ou até entender a sinceridade do tapa na cara. Coisas as quais são tão comuns no dia-a-dia, mas que raramente são notadas. E mesmo que sejam, menos ainda são os que as compreendem. Na hora de sonhar, deixar as preocupações bem guardadas em seu devido lugar, torna o animal-humano mais humano do que animal e assim, o faz terminar seu dia sentado, atirando ao céu pensamentos soltos que se ligam formando lindas canções. Ainda assim, não seria o bastante, pois até quem tem a chave para guardar suas preocupações deita, dorme, sonha, acorda e tem a proeza de fazer tudo voltar a ser sério novamente. E a canção? Pra onde que ela vai ao acordar? Por que nos esquecemos dos acordes e perdemos toda a melodia? A vida poderia ser bem mais simples do que é. Tente pegar seu sonho e apertar com força. Escreva a partitura assim que a magia do acordar quiser lançar seus truques e não permita virgulas em sua canção, porque é na virgula que mudamos pensamentos, rotas e roteiros. É a virgula, contudo, que faz tudo voltar a ser sério.

Tiê
Assinado Eu

DA PRIMEIRA VEZ QUEM SUGERIU (EU SEI, EU SEI) FUI EU.
DA SEGUNDA, QUEM FINGIU QUE NÃO ESTAVA ALÍ, TAMBÉM FUI EU.
MAS EM TODA HISTÓRIA É NOSSA OBRIGAÇÃO SABER SEGUIR EM FRENTE,
SEJA LÁ QUAL DIREÇÃO, EU SEI!
E TE PEÇO, ME PERDOÁ? ME DESCULPA QUE NÃO FUI SUA NAMORADA,
POIS FIQUEI ATORDOADA DE AMOR.
FALTOU AR! FALTOU AR!
ME DESPEÇO DESSA HISTÓRIA, E CONCLUO,
A GENTE SEGUE A DIREÇÃO QUE NOSSO PRÓPRIO CORAÇÃO MANDAR.
E FOI PRA LÁ... E FOI PRA LÁ...

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Notas de um observador

Ela quem disse "Tá tudo bem! Minha mãe me ama e diz que sou linda. Eu tenho um namorado perfeito, só tiro notas altas na faculdade, estou completamente em forma. Possuo uma árvore, uma guitarra e em breve um cachorro. Tem grana sobrando (você quer?), meu carro nunca me deixa na mão e sou altamente resistente à vodka. Meu dia tem 25 horas, minha voz chega aos nove mil decibéis e sempre que possível viajo até às estrelas". É incrível como o ser humano é insaciável. Quanto mais tem, mais quer ter! E tem, mesmo sem ter. E é, mesmo sem ser. E aproveita cada oportunidade para vestir a máscara da insanidade tentando enganar-se a si próprio talvez por satisfação ou então pela vantagem de contar vantagem. E quem ganha com tudo isso? Nós, espectadores da farça encenada. E no final aplaudimos em pé pela ótima atuação... E lá se vai mais um 1° de Abril.