segunda-feira, 27 de julho de 2015

Sobre um novo sentimento


Encontre alguém que ria com você
Que te complete
Encontre alguém que fique ao seu lado e que mesmo longe permaneça lá
Que seja seu equilíbrio
Encontre alguém que fale com o olhar e te escute com o coração
Encontre alguém que seja gestos, não só palavras
Que seja seu imã e sua liberdade ao mesmo tempo
Encontre alguém que seja leve
Que te faça leve
Encontre alguém que te presentei com sentimentos e não com materiais
Encontre sem procurar
Encontre alguém que te encontre também

sábado, 8 de junho de 2013

Desejando o amanhecer

Um dia bom, um dia feliz
Dia de alegria
Acompanhada de você
Da forma que tiver de ser
O inicio de novos tempos
O inicio de realizações
Muito amor
De hoje em diante
Até que o tempo fique para traz
Lembranças ruins, não hajam mais
E só amor
E nada a mais.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Palavras ao vento

Desamor sem receio da dor
Descaso sem receio do remorso
Desatino sem destino
Lágrimas que chegam ao chão
Estrada que não é caminho

Desprezo sem carinho
Conscideração, ou não, pois bem...
Uma alma se liberta ao se livrar de sua própria prisão
Sua própria prisão é o anseio de liberdade
Liberdade esta, que se confunde com libertinagem
Pois bem, para ser livre...
É preciso estar preso à verdade

domingo, 12 de dezembro de 2010

Depoimento de uma nós enamorada

Inventamos formas malucas de dizer
"EU TE AMO",
seja com um sorvete de morango,
um grito acordando os vizinhos às tantas da madrugada,
quem sabe um brinde
ou apenas um tímido e silencioso olhar trocado no sofá, enquanto a novela passa despercebida(ou não) na televisão.

Horas. Dias.
E na realidade, a intensidade é de anos.
Um dia eu me via singular: Eu era eu.
Outro dia eu era nós,
tão plural quanto todas as pessoas de um verbo conjugadas juntas.
Eu era nós;
Eu sou nós;
Eu serei nós;

E você é tudo pra "eu", que sou nós!
E se você estiver longe não sou mais nós e sim, ninguém.
E quando você voltar, voltarei a ser nós mais além...
E o maluco é pensar que maluca seria "eu", que sou nós,
se por ti não me apaixonasse
e não ficasse todo dia a me perguntar se você vem,
esperando você surgir das nuvens e pousar pra nos dizer a mim,
que tu é nós também!

Nando Reis
All Star
ESTRANHO SERIA SE EU NÃO ME APAIXONASSE POR VOCÊ
O SAL VIRIA DOCE PARA OS NOVOS LÁBIOS


terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Desse amigo imaginário, ficam suas boas lembranças..


Finalmente dezembro chegou! Sem dúvidas e sem tristezas passadas! Depois de tantos anos que passei desabafando e contando as novidades pras minhas fiéis agendas que estavam sempre me esperando de ouvidos atentos e curiosos no alto da estante.

Me fazia bem dedicar horas do meu dia à elas que se dedicavam totalmente a mim. Não me faziam chorar, não me reprimiam... apenas me aceitavam com minhas letras tortas e coloridas, me faziam companhia nas noites chuvosas as quais me sentia tão sozinha e ainda me desculpavam por eu, em algum lapso de vivacidade, acabar dormindo por cima delas. Foram com certeza as melhores amigas que tive nos últimos anos.

Passei um bom tempo sem conversar com suas folhas e hoje me dei conta do isso realmente significa. Me recordo de ter feito um pedido a elas no natal do ano passado e finalmente um novo dezembro chegou! Hoje, vendo os últimos meses com paginas em branco, percebi que elas com todo o carinho recíproco que tem por mim, me deram o melhor presente que alguém já pudera um dia me dar: o prazer de redescobrir a realidade pela realidade do dia a dia, ao invés de ter que viver dos sonhos escondidos por entre suas paginas.


Toquinho

O Caderno

SOU EU QUE VOU SEUIR VOCÊ DO PRIMEIRO RABISCO ATÉ O BE-A-BÁ.EM TODOS OS DESENHOS COLORIDOS VOU ESTAR: A CASA, A MONTANHAS, DAS NUVEND NO CÉU E UM SOL A SORRIR NO PAPEL...


SOU EU QUE VOU SER SUE COLEGA, SEUS PROBLEMAS AJUDAR A RESOLVER. TE ACOMPANHAR NAS PROVAS BIMESTRAIS, VAOCÊ VAI VER. SEREI, DE VOCÊ, CONFIDENTE FIEL SE SEU PRANTO MOLHAR MEU PAPEL...

SOU EU QUE VOU SER AMIGO, VOU LHE DAR ABRIGO. SE VOCÊ QUISER QUANDO SURGIREM SEUS PRIMEIROS RAIOS DE MULHER A VIDA SE ABRIRÁ NUM FEROZ CARROSSEL E VOCÊ VAI RASGAR MEU PAPEL...


O QUE ESTÁ ESCRITO EM MIM, COMIGO FICARÁ GUARDADO. SE LHE DÁ PRAZER A VIDA SEGUE SEMPRE EM FRENTE. o QUE SE HÁ DE FAZER...

SÓ PEÇO À VOCÊ UM FAVOR:


SE PUDER NÃO ME ESQUEÇA NUM CANTO QUALQUER...


domingo, 29 de agosto de 2010

Novos horizontes

Não que eu seja alguma poetisa letrada, ou que me importe plenamente por assuntos como política, futebol e religião. Apenas me sinto livre para expor pontos de vista sobre certos assuntos os quais fazem parte do meu cotidiano. Poucos anos de vida e o mínimo de pressão externa são capazes de fazer isso com qualquer um que se permita absorver os ensinamentos que a vida lhe oferece. Eu me permiti várias vezes, tantas outras me fiz de cega. Enquanto estava de olhos tapados, apanhava até do vento, pois não sabia de que lado ele estava vindo para que eu pudesse me proteger; Ainda sem enxergar, não sabia se era dia ou noite, afinal não via o sol. Sem ver o sol, também não via a lua e assim, nunca sabia qual era a hora de descansar. Um dia, como magia, a venda caiu dos meus olhos e hoje não sinto fadiga e nem medo das mudanças climáticas. Sei bem a hora de dormir e de acordar. E como prêmio por ter aberto meus olhos para o que a vida tende a me oferecer, posso apreciar o brilho do luar, sentindo a brisa suave da noite. E a paz do meu espírito tem se refletido no brilho do meu olhar.

Tiê
Bailarina e o Astronauta
MAS EU NÃO QUIS IR EMBORA, NÃO PODIA IR EMBORA.
COMO SE NASCESSE ALI UM AMOR ABSOLUTO PELO HOMEM QUE EU VI
PODERIA LHE ENTREGAR MEU CORAÇÃO
ALMA, VIDA E ATÉ MINHA ATENÇÃO

terça-feira, 27 de julho de 2010

Basta!

Outro dia alguém teve o desprezo de gritar aos sete mares o mal que o meu respirar lhe causava. Nesse mesmo dia, e em tantos outros posteriores, custei a acreditar o quão grande seria o ódio e o sentimento de vingança para com o próximo, afinal eu mesma nunca me deixei levar cegamente por tais sentimentos que, aos poucos, vão corroendo a alma. Ao meu modo, mesmo que aleatório ao comum, venho tentando ser honesta e verdadeira desde o inicio. E isso se reflete em minhas palavras e meus gestos ao decorrer dos dias. Mas o velho sábio já dizia: ‘a vingança é um prato que se serve frio’. Estou sentindo o frio congelando meus orgãos um a um, o sangue que circula em meu corpo está se solidificando, de tão gélido em que se encontra. Fui servida e num gesto de respeito e leadade não rejeitei o que foi me posto à mesa. Me alimentei do prato da vingança. De tanto ser tradada como uma boneca, estou me tornando uma. Gelada, plastificada... e sem sentimentos. Cada dia que passa, meu coração propulciona impulsos nervosos mais lentos. Devagar ele bate, assim como minha mente, que atraza cada vez mais meus pensamentos, voltando sempre ao mesmo lugar, no mesmo dia, ouvindo aquela mesma vóz distante como um fantasma se põe a me assombrar. Parabéns à você. Se procurava a minha fraqueza, tu acabas de encontrar! Não me colocarei mais a teste, pois minhas forças se acabaram. Já não sinto mais dor, nem arrepios e já não tenho mais lágrimas. Meus musculos estão se atrofiando dia após dia e a unica vontade que consigo expressar, é a de permanecer deitada em meu leito, esperando alguma mão amiga que possa aquecer um pouco as pontas dos meus dedos. Agora, nem dos fantasmas eu sinto medo – já não os consigo mais ouvi-los. E na escuridão em que me encontro, apenas vejo uma brasa se apagando. No entanto, por ter sido respeitosa e leal, ei de dar meu último suspiro sorrindo, acreditando que essa seria a sua vontade.


Maria Rita e Marcelo Camelo
Santa Chuva
QUEM É VOCÊ PRA ME CHAMAR AQUI SE NADA ACONTECEU? ME DIZ?
FOI SÓ AMOR OU MEDO DE FICAR SOZINHO OUTRA VEZ?
CADÊ AQUELA OUTRA MULHER? VOCÊ ME PARECIA TÃO BEM.
A CHUVA JÁ PASSOU POR AQUI. EU MESMA QUE CUIDEI DE SECAR.
QUEM FOI QUE TE ENSINOU A REZAR?
QUE SANTO VAI BRIGAR POT VOCÊ?
QUE POVO APROVA O QUE VOCÊ FEZ?
DEVOLVE AQUELA MINHA TV QUE EU VOU DE VEZ...

sábado, 17 de julho de 2010

Pretérito mais-que-perfeito

Olhando fotos antigas, flagrei-me a pensar: Há quem diga “meu passado me condena”; Há também quem diga que nem tenha lembranças de seu passado; Há ainda, simplesmente, quem faz questão de apagar o passado da memória pra não ter que se lembrar das roupas cafonas que usava ou de como era incrivelmente feio aquele aparelho dental que usou na época de colégio. A verdade é que nossa identidade não vem descrita num pedaço de papel registrado com alguns números e posteriormente guardado numa gaveta de arquivos em algum lugar do país. A verdade é que a real identidade é formada com o passar dos anos, modelada pela personalidade e pelo caráter de cada ser, e que depois de certo tempo passa a ser chamada, irônicamente, de passado. Cortes de cabelos, roupas, brincadeiras, músicas, pessoas... Pequenas coisas que quando se juntavam em uma garagem vazia, transformavam a tarde mais entediante em momentos, que depois de anos, viriam a ser lembrados com ternura. Saudade! Se eu fechar os olhos e me concentrar em silêncio por um instante posso até sentir o aroma da infância. Parece até que naquela época as flores eram mais perfumadas e coloridas do que as de hoje em dia – e olha que nem faz tanto tempo assim. Lembro-me das tardes que eu passava em cima da minha casa na árvore, olhando os carros indo e vindo. Ficava imaginando o que se passava na cabeça daquelas pessoas com feições tão pesadas que nem notavam minha presença ali. Eu queria crescer logo, e até hoje não sei o porque que eu pensava dessa maneira, afinal era tão boa a época em que eu vivia pelo simples fato de estar viva. Ao contrario de hoje, que vivo pensando no amanhã, muitas vezes sem tempo de relembrar o ontem. Ainda assim, quando o faço, são apenas alguns flashs que me remetem àquele tempo. Seria interessante se nascêssemos velhos, e fossemos rejuvenescendo ao longo dos anos. Viveríamos intensamente as obrigações e preocupações da chamada vida de gente grande. Aprenderíamos dar valor a cada simples nascer do sol, com o intuito de aproveitar cada segundo do dia que nascera. Ouviríamos com mais atenção o cantar dos pássaros tentando aprender com eles que voar respeitando o céu só tende a aumentar a liberdade de irmos para onde quisermos. Depois de exaustos e com o dever cumprido, teríamos finalmente tempo para desfrutar da nova infância. E assim, no fim de nossas vidas estaríamos conscientes de nosso dever como cidadãos, pela carga de experiência adquirida, porém, vivendo a vida mais leve, como uma criança que acaba de nascer.


O Teatro Mágico
Camarada d'agua
NOSSA ALEGRIA BREVE POR ENQUANTO NOS DEIXOU
CAMARADA, VIVA A VIDA MAIS LEVE
NÃO DEIXE QUE ELA ESCORREGUE E TE CAUSE MAIS DOR

domingo, 11 de julho de 2010

O Teatro Mágico de cada dia! A angustia da espera



Esperava ver!
Esperava sentir a musica entrando
pelos poros da minha pele,
adentrando por toda minha circulação.
Esperava sentir meus tímpanos e cordas vocais
vibrando simultâneamente.
E então vi e senti o que nunca havia passado em minha mente antes!

Anuncio, senhoras e sem dores,
o Segundo Ato em cena!

Pouco mais de seis anos se passaram desde que a magia surgiu. Pouco mais de três anos de magia presente em mim. Ainda me lembro do dia em que o Teatro Mágico entrou em minha vida. Eu de uniforme, cansada de mais uma manhã rotineira de aula, cheguei em casa, preparei meu pratododia e fui almoçar no sofá da sala. Bem na hora em que liguei a TV e me sentei, o Evaristinho sentou-se de frente a mim e me apresentou pra alguém, que viria a ser meu mais novo amigo de infância...


Após ter visto a matéria resolvi, então, ir com uma suposta amiga para um lugar onde estaria em cena o suposto teatro. Enfim chegamos ao local da peça. Percebi que era realmente muito famosa, pois a fila estava enorme. Porém o que me deixava preocupada não era a quantidade de pessoas mas, a qualidade delas. Sim! A qualidade: Raros com nariz de palhaço e caras pintadas, todos trajando camisetas parafraseadas, rindo e cantando. Me vi cercada por pessoas no mínimo infantis (nariz de palhaço? Ah, faça-me o favor!). A fila começou andar. Entramos. Fui logo pegar um bom lugar pra sentar com minha (suposta) amiga, foi quando percebi que a maioria das pessoas não estavam sentando-se, estavam indo ficar em pé, aos pés do palco. Perguntei pra minha amiga o porque daquelas pessoas estarem em pé? Ela evasivamente respondeu: "Espere e verá". Que raiva! Já não aguentava mais, queria ver logo essa bendita peça. Então chegou o grande momento, as cortinas se levantaram e tinha um cara lá no meio do palco vestido de palhaço, pensei - poxa, já não era sem tempo! O cara lá em cima começou falar, mas, tinha mais gente falando junto com ele, alias, todo mundo sabia declamar aquele "texto"! Percebi que estava numa espécie de seita. Eu já devia imaginar que minha amiga tinha tendência pra esse tipo de coisa! Tentei então ouvir as palavras pra ver que Deus eles invocavam nesse ritual. E foi justamente ouvindo as palavras que tudo começou a mudar pra mim...

Descobri que eles invocavam o deus Trocadilho, o deus Alegria, o deus que eu sempre cultuei! Nesse momento começaram a cair as escamas dos meus olhos. Teatro Mágico não era uma peça, muito menos uma seita. Era a união de pessoas desprendidas e dispostas a mudar o mundo! Descobri também que minha suposta amiga, não era suposta, nem oposta: era uma disposta também!

Nesse dia começou minha busca virtual por tudo que remetesse à trupe. Músicas, videos, fotos, comunidades em Orkut e camaradas d'agua que ficassem a parafrasear TM comigo sem ver o dia e a noite passar. Logo a busca deixava de ser virtual e então, depois desse primeiro show em Araraquara, vieram mais dois lá na cidade do sol... Outro em Bauru, outro em Taquaritinga, outros 3 em Ribeirão Preto... e a sede de cada vez mais fazer parte do grande espetáculo só aumentava.

A próxima conquista foi tecnológica e dessa forma, passei a assistir ao vivo e sem sair de casa, os shows que pareciam impossíveis e totalmente fora do meu alcance devido à distância!

Desde o começo eu sabia que havia algo que diferenciasse o Teatro Mágico dos outros grupos musicais. Hoje, depois de algum tempo acompanhando a trupe, afirmo com certeza que a diferença é justamente deixar as portas de sua casa aberta para qualquer um que se sinta convidado a cultuar e cultivar a música rara.

Anuncio, pois bem, senhoras e sem dores,
o Teatro Mágico em cena novamente.
O que começou um dia com entrada só para raros,
hoje apresenta o seu Segundo Ato, maduro e livre
para todos os tipos de públicos. Com observações e criticas construtivas do cotidiano de uma sociedade que parece estar perdendo a verdadeira essência da vida: o amor pelo próximo e o respeito para com o mundo em que vivemos.
E isso aumenta a cada dia pela alienação que a mídia cultural e jornalistica vem lançando para a sociedade. O DVD "Segundo Ato" foi gravado em Maio de 2009 e agora terá sua festa de lançamento!

E se por acaso você não puder adquirir o seu, não se preocupe:

Contra Burguês, baixe MP3!

Isso sim é MPB: o movimento

"Musica Para Baixar",

que veio para quebrar barreira entre público e artista...

Evidenciando que é possível sim, transformar
o tudo numa coisa só!




segunda-feira, 28 de junho de 2010

O que você levará pra sua balança?


Algum tempo atrás, num lugar não tão distante, um menino morava junto de seu pai e seu avô. Passado uns anos, o pai decidiu mandar o vovôzinho, já muito doente, para um asilo de idosos. Seu filho, apesar da pouca idade percebeu a movimentação estranha, e questionou o porque das malas no quarto ao lado. Espantado com a curiosidade de seu filho, o pai ajoelhou-se de frente a ele para ficar bem próximo, e explicou que o avô já estava velhinho, precisando de cuidados, atenção e que seria melhor para o pobre velho estar junto dos seus. O menino, de ouvidos atentos, compreendeu o que o pai dizia, sem pronunciar uma só palavra. Contudo no final da conversa interrogou sobre o que o vovô precisaria para se mudar para lá, e instantaneamente o pai respondeu-lhe que a única exigência do asilo eram algumas roupas e uma caneca de madeira. Antes que o filho perguntasse mais alguma coisa, levantou e foi terminar de fechar as malas do avô. Separou algumas mudas de roupa e pegou no armário a caneca mais bonita que encontrara . De tardezinha o pai procurou o filho pela casa para que ele se despedisse do velhinho e quando o encontrou, viu que estava agachado na varanda. Perguntou o que ele fazia com um pedaço de madeira e um velho canivete nas mãos e o menino, que esculpia delicadamente e com muita atenção em cada retalhada que dava, respondeu: Comecei fazer sua caneca, papai, para quando o senhor ficar velhinho e eu for leva-lo para morar junto dos seus.

Acredito que a sociedade não desconheça os problemas presentes nesse mundo. Apenas fecham os olhos para se fazerem de cegos. É muito mais fácil assim, certo? Falta caridade, amor ao próximo. Falta estender a mão e ter o mínimo de consideração e respeito por alguém que dedicou a própria vida pela vida alheia. Falta ter consciência de que um dia será nossa vez de contar com o apoio, paciência e carinho de alguém. Dinheiro e bens materiais não passarão desse plano em que vivemos. Alguém um dia me disse que caixão não possui gavetas. Esse alguém estava certo! Da vida, só levaremos nossos bons atos e eles que farão peso na balança final. Pra vida, só deixaremos nossas lembranças e só depende de nós mesmos fazer com que essas lembranças sejam boas. Fica aqui meu grito de indignação e desespero. É meu ódio transformado em palavras.

Vanessa da Matta
Musica

NOSSO SONHO SE PERDEU NO FIO DA VIDA
E EU VOU EMBORA, SEM MAIS FERIDAS, SEM DESPEDIDAS
EU QUERO VER O MAR

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Suscetível a mudanças

Sempre fui o tipo de pessoa que se apegava muito fácil a quem se aproximasse de mim. Nunca soube dizer ao certo se era carência, solidão, falta de um apoio, um ombro amigo... Ou pura ingenuidade. Sempre quando conhecia alguém, dava o melhor de mim pra cativar e se eu percebesse o mínimo de reciprocidade, confiava meus maiores segredos para com aquele que se dizia meu mais novo amigo de infância. Até eu me decepcionar e me ver sozinha novamente. Logo, então, já era tarde. Eu havia ficado calejada, receosa. Com dificuldade para me abrir, ou lançar um simples elogio no ar. Passei a me importar apenas comigo e de certa forma, aprendi me amar em primeiro lugar. Esse foi o primeiro passo pra me tornar alguém melhor. Depois de um tempo dando murro em ponta de faca comecei a reparar que mesmo com tantas idas e vindas, existiam algumas pessoas que nunca me acrescentavam tristezas e que, mesmo distantes, se faziam sempre presente. Algumas dessas pessoas, vejo várias vezes ao dia; outras delas, uma vez ao ano. E quando fui comparar o peso do meu medo de amar, com todo peso do amor que recebo, entendi a essência da vida. Velhos e verdadeiros Amigos. Maior amor que esse, só o divino.

Galldino
Amorticinio – a canção
QUANDO EU ME LANÇAR SOBRE O TEU OLHAR E TUDO VAI SE CALAR
QUANDO A POESIA CLAMAR POR TI, NÃO FUJAS JAMAIS DE MIM
O AMOR BRIGA E FERE. O TEMPO É CICATRIZ
O AMOR NASCE NOS OLHOS DE QUEM É FELIZ

domingo, 20 de junho de 2010

Mediocridade X Autenticidade. E que vença a melhor!

As vezes eu fico pensando nas coisas. O porque delas serem do jeito que são e não de outro jeito. Pensando ainda em quantas escolhas eu já tive que fazer estando tão pouco tempo nesse mundo. E mais além, quantas dessas escolhas foram decididas no "dois ou um", no "par ou ímpar" e no "palitinho". As vezes não se tem tempo para pensar e comigo normalmente o tempo se faz menor do que aparenta. É como disse outro dia, em algum lugar da minha vida: Ou eu durmo, ou eu tento ser feliz. E tentar ser feliz inclui tentativas e não pensamentos. Se não fosse assim, pode ser que eu tivesse dito 'ou eu penso em ser feliz'. E acredito não estar sendo leviana por pensar assim. Prefiro sentir a adrenalina de passar puros apuros e correr riscos. Ouso dizer que posso rotular minha vida com vários títulos, menos de pacata. Ouso ainda vestir mascaras pra que eu tenha a oportunidade de ser tudo que eu quiser. Quem pensar que sou falsa por agir assim, ou que não me conhece profundamente, pela quantidade de personagens no qual me desdobro, este realmente não me conhece. Eu só sou eu, por não me sentir na obrigação de ser sempre igual ao que sou todos os dias. Caso contrário, não seria eu! E gosto de viver assim, sem mediocridade. Últimas provas chegando. Segunda, quarta e quinta, e então o fim. Literalmente, talvez, ou não. E o medo de perder coisas as quais demorei a conquistar, fica me assombrando. Mas este é preço que se paga por ser uma tentante. Porém o medo logo se afasta. Caso eu perca algo, hei de lembrar que se fui capaz de conquistar tudo uma vez, é só me esforçar e tentar tudo de novo.

Matanza
Bom é quando faz mal

TÁ FAZENDO O QUE EM CASA?
POR ACASO ESTA DOENTE?
VER TV É DEPRIMENTE, NÃO TEM NADA MAIS SEM GRAÇA.
BOM DE NOITE É IR PRA RUA,
MESMO QUANDO ESTÁ CHOVENDO.
EU QUE NUNCA ME ARREPENDO...
SE TÁ ERRADO, EU TÔ FAZENDO!
VAI SABER O QUE É NORMAL?
SÓ O QUE POSSO LHE DIZER:
BOM É QUANDO FAZ MAL!

sábado, 5 de junho de 2010

O Teatro Mágico de cada dia: Por traz das cortinas...


Os personagens que posso ser,
As fantasias que posso vestir
E o pó das cortinas que me deixam doida
A ponto de querer voar!




Não tenho mais nada a dizer,

Ainda assim, a poesia prevalece.
=O)

sábado, 29 de maio de 2010

O Teatro Mágico de cada dia!


É um momento tão surreal que até me esqueço de lembrar da vida que os bonecos possuem. De seus projetos, sonhos, famílias e amores. É como se o mundo todo fosse todo mundo em cima daquele palco e eu estivesse prestes a deixar o meu mundo e ir fazer parte daquele cenário. Parece que todas as cores e barulhos que existem estavam ali. Senti-me leve, como se estivesse voando sem asas e enxergando todos os ângulos possíveis em um plano só, de um só lugar e com os pés no chão... Ou não. Ponto. Pula linha

Travessão – É inevitável segurar as lágrimas. Maldita gravidade!
A bailarina dançava, o baterista tocava e o palhaço cantava. Diante da cena sincronizada não hesitei em chorar e gritar... Ninguém estava me olhando mesmo. Aliás, pra onde todo mundo foi? De repente me vi sozinha. Era só eu, os poetas e a poesia! De repente virou magia. Isso sim que é magia. Isso que torna cada espectáculo único. RARO! Não existem problemas, provas, reprovas e nem dores. Afinal o que a gente leva da vida são atos e fatos que vivemos. É amor, emoção, rimas e cifras, tudo numa coisa só, a fim de no fim as cortinas se fecharem e então, na coxia, estar perto de você e fazer de cada segundo o mais intenso, como os extremos de uma balança, onde o que se pesa é dormir ou tentar ser feliz. E nesse caso, por acaso, felicidade traduz-se em carisma, atenção e companhia. Coisas as quais se fizeram presente do inicio ao fim, realizando um sonho mágico e fazendo desabrochar tantos outros na fértil imaginação de uma boneca de pano.

O Teatro Mágico
O anjo mais velho


ENQUANTO HOUVER VOCÊ DO OUTRO LADO
AQUI DO OUTRO EU CONSIGO ME ORIENTAR
A CENA REPETE, A CENA SE INVERTE
ENCHENDO A MINH’ALMA D’AQUILO QUE OUTRORA
EU DEIXEI DE ACREDITAR
TUA PALAVRA, TUA HISTÓRIA
TUA VERDADE FAZENDO ESCOLA
E TUA AUSÊNCIA FAZENDO SILÊNCIO EM TODO LUGAR
METADE DE MIM AGORA É ASSIM
DE UM LADO A POESIA, O VERBO, A SAUDADE
DO OUTRO A LUTA, A FORÇA E A CORAGEM PRA CHEGAR NO FIM
E O FIM É BELO E INCERTO, DEPENDE DE COMO VOCÊ VÊ
O NOVO, O CREDO, A FÉ QUE VOCÊ DEPOSITA EM VOCÊ E SÓ
SÓ ENQUANTO EU RESPIRAR
VOU ME LEMBRAR DE VOCÊ SÓ

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Desculpa, nasci assim.

Desde pequena já vivia em um mundo aleatório. A menininha de gordas bochechas e cabelo preto morava em cima da árvore na calçada em frente sua casa. Dizia que assim teria sua liberdade e estaria acima da cabeça das pessoas que cruzassem seu caminho. Não tinha completado nem 5 anos, e já havia ficado embriagada em uma inocente festa de aniversário. Levantada os braços por cima das mesas (que, diga-se de passagem, eram maiores que ela), e bebia todos os restos de cerveja que encontrava no fundo dos copos. Sempre se via sozinha nos intervalos do colégio, sem ninguém pra dividir o lanche. Seus pensamentos eram muito avançados para serem compartilhados com as crianças da mesma idade, mesmo assim brincara de bonecas até seus rebeldes 15 anos, porém sempre preferia brinquedos que pegassem fogo ou eram perfuro-cortantes. Todos olhavam aqueles olhos meigos e diziam “que coisinha mais fofa, da vontade de morder”. Quando cresceu, olham-na e logo pensam “por que não a devorei de uma vez, enquanto ainda era tempo?”
Uma vida errante. Uma mente cheia de sonhos e amores. Um gênio forte. Tudo isso destinado à uma só garota, que cresceu. E hoje, com seu jeito meio destrambelhado e estranho de enxergar a vida, conquista aos poucos seu espaço, e comemora cada vitória com uma generosa dose de Tequila baby, e depois de algum tempo passou a comemorar também com suas derrotas, pois foram delas que nasceram seus maiores aprendizados!

Cachorro Grande
Lili

LILI TINHA UM JEITO ESTRANHO, DORMIA COM DRINK NA MÃO
SAIA E RASTEJAVA PELO CHÃO ATRAZ DE EMOÇÕES BARATAS
QUE A FIZESSEM SE SENTIR UMA ESPOLETA PIPOCANDO
QUERIA SE SENTIR COMO A GRETA GARBO ON THE NIGHT CLUB
LILI VIA ASSOMBRAÇÃO, FILOSOFAVA NO BALCÃO
TEMIA ATENDER O TELEFONE E SER QUEM NÃO QUERIA
DORMIA SÓ DURANTE O DIA, QUERIA EXPLODIR O MUNDO
QUERIA SE SENTIR COMO A GRETA GARBO ON THE NIGHT CLUB

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Hoje é um novo dia. Parece um mesmo dia igual ao dia que passou


O entardecer pode ser frio, escuro e trazer muitos medos. Saudade... Era no entardecer, às seis da tarde, que nos encontrávamos na avenida repleta de pessoas vazias e ônibus lotados. Era no entardecer que nos despedíamos com o beijo de boa noite. E hoje, é no entardecer que todas essas cenas voltam como um filme em minha mente. Medo e frio. Escuro e saudade. Mas basta esperar que a noite vem logo amenizar essa agonia e por traz daquela escuridão os pensamentos se escondem por entre as nuvens, que logo serão iluminadas pela luz do luar. Pensamentos lançados aos céus levando passado, pedindo futuro, clamando amor. Esperar. Esse é o segredo. O sol tem seu momento de nascer e a lua espera a hora certa para enfeitar o céu, como uma dança sincronizada. Assim, o entardecer, por mais triste que seja, enfatiza que cada caso, mesmo que por acaso, tem sua hora certa de acontecer. Esperar. Essa é a tristeza que me consome.



Titãs

Provas de Amor


SE É AMOR TEM DESENCONTROS

AMAR TAMBÉM UM CONTRA O OUTRO

LUTAR SEMPRE POR ESSE AMOR QUE MORRE E REACENDE MELHOR

EXISTEM PROVAS DE AMOR, APENAS

NÃO EXISTE O AMOR

domingo, 25 de abril de 2010

Mar de rosas e vinho tinto


E quando o show começa eu sei que vou amar momentanemente mais do que todos os que já fui... instantaneamente pelo resto da minha vida... e intensamente com todas as forças. O show só acaba quando as cortinas se fecham. E me lembro que o show continuava. O show só termina quando as cortinas se fecham.

Capital Inicial se despediu muitas vezes, mas sempre voltavam, pois a energia do povo ardia junto com o calor do fogo. E estava foda! Eram 12 mil mãos balançando no mesmo ritmo. Sempre tem um que ama desde a infância. Sempre tem um que fica meio perdido e finge que sabe cantar todas. Sempre tem um que foi só lá tentar pegar uma palheta afim de mostrar para os amigos. Sempre tem um que é fã numero 1. Sempre tem um que vai fica emburrado por ficar de fora do camarim ou não conseguir escorar na grade...

...E sempre tem um que vai ser eu! Que não se contém em apenas assistir. Que grita, chora, e reivindica junto com as letras recitadas em forma de música. Afinal em mim corre todos esses sentimentos de que nada importa além de pegar uma palheta, ou ser (talvez momentaneamente) a fã numero um, e lembrar de que cresceu ouvindo aquele som.. E ainda com um toque de histeria e a vontade de estar lá em cima do palco e perder a garganta no chão, quem sabe, no pé de um guitarrista.

É loucura, independente de ter conseguido entrar no camarim ou não.

Mas pelo menos eu consegui a palheta.

O pós-show é foda! Não existe vóz. Garganta serve apenas pra deglutir o hotdog do tio da esquina. Nessa hora percebe-se: não se vai sozinho à um show. E daquelas 12 mil mãos, podem aparecer umas 10 pra te provar isso aplicando a tática do “SEJA UM S.S.” (super simpático). O papo mais furado de todos sendo digerido junto com a batata-palha, o pão e a salsicha.. Uma hora tudo que é util acaba sendo absorvido graças aos impulsos nervosos ou ao peristaltismo do tubo gastro intestinal. É daí que surgem os mais novos amigos de infância. Contudo as cortinas se fecharam e enfim o fim chegou. Volta pra casa, limpa o que sobrou da maquiagem borrada e coloca a camiseta que acaba de virar pijama. Todo mundo já dormindo, e eu tentando me concentrar. Só consigo mesmo é ficar repassando o repertório, até q o sono se deite do meu lado. As 4 horas dormidas depois de tanta exaustão é pouco. Vejo dos meus dois lados dois seres desmaiados, cansados e sonhando , talvez o mesmo sonho que acaba de me acordar e não me deixa voltar à dormir. Não importa! É muito melhor sonhar acordada, afinal a realidade deve ser lembrada com realidade. Apenas 4 horas se passaram depois que coloquei a cabeça no travesseiro. Penso: “Cadê minhas pernas? Cadê minha voz?”. Mas ainda assim, a vontade é de sair gritando daqui!


Capital Inicial

Natasha


DEZESSETE ANOS E FUGIU DE CASA

ÀS SETE HORAS DA MANHÃ DO DIA ERRADO

LEVOU NAS MALAS UMAS MENTIRAS PRA CONTAR

DEIXOU PRA TRAZ OS PAIS E O NAMORADO


sexta-feira, 16 de abril de 2010

Envelheço na cidade


A manhã vem clarear meu dia, e eu ainda estou aqui, sentada, vendo fotos antigas e (re)lembrando como éramos felizes. Passou-se uma infância e uma pré adolescência repleta de rebeldia e rock'n roll. Quatorze anos vividos e ainda brincávamos de Barbie, cantávamos gritando na sala vazia como se o mundo girasse em torno da música que estava presente em nosso cotidiano e como se cada grito de satisfação fosse ouvido por cada amor platônico que tínhamos em comum. Flashs de tomar suco de beterraba na mesa da varanda, nadar semi-nuas na piscina, comer carpaccio no balançar da rede, fatiar salame (ela exigia: BEM FININHO!, eu fazia), comer um HotDog com muita mostarda na praça (eu dizia: ARDE TUDO AQUI!, ela ria), virar as páginas dos Posters na calçada e dormir sob um colchão velho na sacada, sonhando com a próxima noite que deveria ser a mais perfeita de todas! Deveria. Do verbo não foi! E lembrei ainda que foi em algum dia quase perfeito que descobri que as pessoas que se fazem de fortes são mais fracas do que elas mesmas imaginam. Se fosse hoje, eu não A deixaria ter ido até lá. Se fosse hoje eu destruiria os cabos de Internet e derrubaria as torres telefônicas. Se fosse hoje, eu mataria um, sem remorso algum... Só pra garantir que sempre estaríamos lado a lado. Mas depois de quatro anos, depois de já ter tentado e desejado tantas coisas, depois de ter feito tanto barulho em vão (ou não, não sei), uso as forças que me restam só pra poder te observar de longe e tentar decifrar seus sorrisos escondidos entre caretas. O espaço vazio estará sempre esperando por você, e o botão do velho toca-fitas ainda está intacto aguardando alguém que um dia apertou o stop, volte para dar o play exatamente de onde a musica parou.

CPM 22
Escolhas, Provas e Promessas

NESSE TEMPO SEM VOCÊ O PIOR FOI PERCEBER: NÃO SOBROU NADA
TENHO A CHANCE DE REVER E A NOSSA HISTÓRIA REFAZER. NÃO VEJO A HORA
ENFRENTARIA O MUNDO AGORA!
...VOU TE CONTAR
AS ESCOLHAS QUE FAZEMOS PODEM MUDAR