segunda-feira, 28 de junho de 2010

O que você levará pra sua balança?


Algum tempo atrás, num lugar não tão distante, um menino morava junto de seu pai e seu avô. Passado uns anos, o pai decidiu mandar o vovôzinho, já muito doente, para um asilo de idosos. Seu filho, apesar da pouca idade percebeu a movimentação estranha, e questionou o porque das malas no quarto ao lado. Espantado com a curiosidade de seu filho, o pai ajoelhou-se de frente a ele para ficar bem próximo, e explicou que o avô já estava velhinho, precisando de cuidados, atenção e que seria melhor para o pobre velho estar junto dos seus. O menino, de ouvidos atentos, compreendeu o que o pai dizia, sem pronunciar uma só palavra. Contudo no final da conversa interrogou sobre o que o vovô precisaria para se mudar para lá, e instantaneamente o pai respondeu-lhe que a única exigência do asilo eram algumas roupas e uma caneca de madeira. Antes que o filho perguntasse mais alguma coisa, levantou e foi terminar de fechar as malas do avô. Separou algumas mudas de roupa e pegou no armário a caneca mais bonita que encontrara . De tardezinha o pai procurou o filho pela casa para que ele se despedisse do velhinho e quando o encontrou, viu que estava agachado na varanda. Perguntou o que ele fazia com um pedaço de madeira e um velho canivete nas mãos e o menino, que esculpia delicadamente e com muita atenção em cada retalhada que dava, respondeu: Comecei fazer sua caneca, papai, para quando o senhor ficar velhinho e eu for leva-lo para morar junto dos seus.

Acredito que a sociedade não desconheça os problemas presentes nesse mundo. Apenas fecham os olhos para se fazerem de cegos. É muito mais fácil assim, certo? Falta caridade, amor ao próximo. Falta estender a mão e ter o mínimo de consideração e respeito por alguém que dedicou a própria vida pela vida alheia. Falta ter consciência de que um dia será nossa vez de contar com o apoio, paciência e carinho de alguém. Dinheiro e bens materiais não passarão desse plano em que vivemos. Alguém um dia me disse que caixão não possui gavetas. Esse alguém estava certo! Da vida, só levaremos nossos bons atos e eles que farão peso na balança final. Pra vida, só deixaremos nossas lembranças e só depende de nós mesmos fazer com que essas lembranças sejam boas. Fica aqui meu grito de indignação e desespero. É meu ódio transformado em palavras.

Vanessa da Matta
Musica

NOSSO SONHO SE PERDEU NO FIO DA VIDA
E EU VOU EMBORA, SEM MAIS FERIDAS, SEM DESPEDIDAS
EU QUERO VER O MAR

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Suscetível a mudanças

Sempre fui o tipo de pessoa que se apegava muito fácil a quem se aproximasse de mim. Nunca soube dizer ao certo se era carência, solidão, falta de um apoio, um ombro amigo... Ou pura ingenuidade. Sempre quando conhecia alguém, dava o melhor de mim pra cativar e se eu percebesse o mínimo de reciprocidade, confiava meus maiores segredos para com aquele que se dizia meu mais novo amigo de infância. Até eu me decepcionar e me ver sozinha novamente. Logo, então, já era tarde. Eu havia ficado calejada, receosa. Com dificuldade para me abrir, ou lançar um simples elogio no ar. Passei a me importar apenas comigo e de certa forma, aprendi me amar em primeiro lugar. Esse foi o primeiro passo pra me tornar alguém melhor. Depois de um tempo dando murro em ponta de faca comecei a reparar que mesmo com tantas idas e vindas, existiam algumas pessoas que nunca me acrescentavam tristezas e que, mesmo distantes, se faziam sempre presente. Algumas dessas pessoas, vejo várias vezes ao dia; outras delas, uma vez ao ano. E quando fui comparar o peso do meu medo de amar, com todo peso do amor que recebo, entendi a essência da vida. Velhos e verdadeiros Amigos. Maior amor que esse, só o divino.

Galldino
Amorticinio – a canção
QUANDO EU ME LANÇAR SOBRE O TEU OLHAR E TUDO VAI SE CALAR
QUANDO A POESIA CLAMAR POR TI, NÃO FUJAS JAMAIS DE MIM
O AMOR BRIGA E FERE. O TEMPO É CICATRIZ
O AMOR NASCE NOS OLHOS DE QUEM É FELIZ

domingo, 20 de junho de 2010

Mediocridade X Autenticidade. E que vença a melhor!

As vezes eu fico pensando nas coisas. O porque delas serem do jeito que são e não de outro jeito. Pensando ainda em quantas escolhas eu já tive que fazer estando tão pouco tempo nesse mundo. E mais além, quantas dessas escolhas foram decididas no "dois ou um", no "par ou ímpar" e no "palitinho". As vezes não se tem tempo para pensar e comigo normalmente o tempo se faz menor do que aparenta. É como disse outro dia, em algum lugar da minha vida: Ou eu durmo, ou eu tento ser feliz. E tentar ser feliz inclui tentativas e não pensamentos. Se não fosse assim, pode ser que eu tivesse dito 'ou eu penso em ser feliz'. E acredito não estar sendo leviana por pensar assim. Prefiro sentir a adrenalina de passar puros apuros e correr riscos. Ouso dizer que posso rotular minha vida com vários títulos, menos de pacata. Ouso ainda vestir mascaras pra que eu tenha a oportunidade de ser tudo que eu quiser. Quem pensar que sou falsa por agir assim, ou que não me conhece profundamente, pela quantidade de personagens no qual me desdobro, este realmente não me conhece. Eu só sou eu, por não me sentir na obrigação de ser sempre igual ao que sou todos os dias. Caso contrário, não seria eu! E gosto de viver assim, sem mediocridade. Últimas provas chegando. Segunda, quarta e quinta, e então o fim. Literalmente, talvez, ou não. E o medo de perder coisas as quais demorei a conquistar, fica me assombrando. Mas este é preço que se paga por ser uma tentante. Porém o medo logo se afasta. Caso eu perca algo, hei de lembrar que se fui capaz de conquistar tudo uma vez, é só me esforçar e tentar tudo de novo.

Matanza
Bom é quando faz mal

TÁ FAZENDO O QUE EM CASA?
POR ACASO ESTA DOENTE?
VER TV É DEPRIMENTE, NÃO TEM NADA MAIS SEM GRAÇA.
BOM DE NOITE É IR PRA RUA,
MESMO QUANDO ESTÁ CHOVENDO.
EU QUE NUNCA ME ARREPENDO...
SE TÁ ERRADO, EU TÔ FAZENDO!
VAI SABER O QUE É NORMAL?
SÓ O QUE POSSO LHE DIZER:
BOM É QUANDO FAZ MAL!

sábado, 5 de junho de 2010

O Teatro Mágico de cada dia: Por traz das cortinas...


Os personagens que posso ser,
As fantasias que posso vestir
E o pó das cortinas que me deixam doida
A ponto de querer voar!




Não tenho mais nada a dizer,

Ainda assim, a poesia prevalece.
=O)