sábado, 29 de maio de 2010

O Teatro Mágico de cada dia!


É um momento tão surreal que até me esqueço de lembrar da vida que os bonecos possuem. De seus projetos, sonhos, famílias e amores. É como se o mundo todo fosse todo mundo em cima daquele palco e eu estivesse prestes a deixar o meu mundo e ir fazer parte daquele cenário. Parece que todas as cores e barulhos que existem estavam ali. Senti-me leve, como se estivesse voando sem asas e enxergando todos os ângulos possíveis em um plano só, de um só lugar e com os pés no chão... Ou não. Ponto. Pula linha

Travessão – É inevitável segurar as lágrimas. Maldita gravidade!
A bailarina dançava, o baterista tocava e o palhaço cantava. Diante da cena sincronizada não hesitei em chorar e gritar... Ninguém estava me olhando mesmo. Aliás, pra onde todo mundo foi? De repente me vi sozinha. Era só eu, os poetas e a poesia! De repente virou magia. Isso sim que é magia. Isso que torna cada espectáculo único. RARO! Não existem problemas, provas, reprovas e nem dores. Afinal o que a gente leva da vida são atos e fatos que vivemos. É amor, emoção, rimas e cifras, tudo numa coisa só, a fim de no fim as cortinas se fecharem e então, na coxia, estar perto de você e fazer de cada segundo o mais intenso, como os extremos de uma balança, onde o que se pesa é dormir ou tentar ser feliz. E nesse caso, por acaso, felicidade traduz-se em carisma, atenção e companhia. Coisas as quais se fizeram presente do inicio ao fim, realizando um sonho mágico e fazendo desabrochar tantos outros na fértil imaginação de uma boneca de pano.

O Teatro Mágico
O anjo mais velho


ENQUANTO HOUVER VOCÊ DO OUTRO LADO
AQUI DO OUTRO EU CONSIGO ME ORIENTAR
A CENA REPETE, A CENA SE INVERTE
ENCHENDO A MINH’ALMA D’AQUILO QUE OUTRORA
EU DEIXEI DE ACREDITAR
TUA PALAVRA, TUA HISTÓRIA
TUA VERDADE FAZENDO ESCOLA
E TUA AUSÊNCIA FAZENDO SILÊNCIO EM TODO LUGAR
METADE DE MIM AGORA É ASSIM
DE UM LADO A POESIA, O VERBO, A SAUDADE
DO OUTRO A LUTA, A FORÇA E A CORAGEM PRA CHEGAR NO FIM
E O FIM É BELO E INCERTO, DEPENDE DE COMO VOCÊ VÊ
O NOVO, O CREDO, A FÉ QUE VOCÊ DEPOSITA EM VOCÊ E SÓ
SÓ ENQUANTO EU RESPIRAR
VOU ME LEMBRAR DE VOCÊ SÓ

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Desculpa, nasci assim.

Desde pequena já vivia em um mundo aleatório. A menininha de gordas bochechas e cabelo preto morava em cima da árvore na calçada em frente sua casa. Dizia que assim teria sua liberdade e estaria acima da cabeça das pessoas que cruzassem seu caminho. Não tinha completado nem 5 anos, e já havia ficado embriagada em uma inocente festa de aniversário. Levantada os braços por cima das mesas (que, diga-se de passagem, eram maiores que ela), e bebia todos os restos de cerveja que encontrava no fundo dos copos. Sempre se via sozinha nos intervalos do colégio, sem ninguém pra dividir o lanche. Seus pensamentos eram muito avançados para serem compartilhados com as crianças da mesma idade, mesmo assim brincara de bonecas até seus rebeldes 15 anos, porém sempre preferia brinquedos que pegassem fogo ou eram perfuro-cortantes. Todos olhavam aqueles olhos meigos e diziam “que coisinha mais fofa, da vontade de morder”. Quando cresceu, olham-na e logo pensam “por que não a devorei de uma vez, enquanto ainda era tempo?”
Uma vida errante. Uma mente cheia de sonhos e amores. Um gênio forte. Tudo isso destinado à uma só garota, que cresceu. E hoje, com seu jeito meio destrambelhado e estranho de enxergar a vida, conquista aos poucos seu espaço, e comemora cada vitória com uma generosa dose de Tequila baby, e depois de algum tempo passou a comemorar também com suas derrotas, pois foram delas que nasceram seus maiores aprendizados!

Cachorro Grande
Lili

LILI TINHA UM JEITO ESTRANHO, DORMIA COM DRINK NA MÃO
SAIA E RASTEJAVA PELO CHÃO ATRAZ DE EMOÇÕES BARATAS
QUE A FIZESSEM SE SENTIR UMA ESPOLETA PIPOCANDO
QUERIA SE SENTIR COMO A GRETA GARBO ON THE NIGHT CLUB
LILI VIA ASSOMBRAÇÃO, FILOSOFAVA NO BALCÃO
TEMIA ATENDER O TELEFONE E SER QUEM NÃO QUERIA
DORMIA SÓ DURANTE O DIA, QUERIA EXPLODIR O MUNDO
QUERIA SE SENTIR COMO A GRETA GARBO ON THE NIGHT CLUB