

Desde pequena já vivia em um mundo aleatório. A menininha de gordas bochechas e cabelo preto morava em cima da árvore na calçada em frente sua casa. Dizia que assim teria sua liberdade e estaria acima da cabeça das pessoas que cruzassem seu caminho. Não tinha completado nem 5 anos, e já havia ficado embriagada em uma inocente festa de aniversário. Levantada os braços por cima das mesas (que, diga-se de passagem, eram maiores que ela), e bebia todos os restos de cerveja que encontrava no fundo dos copos. Sempre se via sozinha nos intervalos do colégio, sem ninguém pra dividir o lanche. Seus pensamentos eram muito avançados para serem compartilhados com as crianças da mesma idade, mesmo assim brincara de bonecas até seus rebeldes 15 anos, porém sempre preferia brinquedos que pegassem fogo ou eram perfuro-cortantes. Todos olhavam aqueles olhos meigos e diziam “que coisinha mais fofa, da vontade de morder”. Quando cresceu, olham-na e logo pensam “por que não a devorei de uma vez, enquanto ainda era tempo?”
Uma vida errante. Uma mente cheia de sonhos e amores. Um gênio forte. Tudo isso destinado à uma só garota, que cresceu. E hoje, com seu jeito meio destrambelhado e estranho de enxergar a vida, conquista aos poucos seu espaço, e comemora cada vitória com uma generosa dose de Tequila baby, e depois de algum tempo passou a comemorar também com suas derrotas, pois foram delas que nasceram seus maiores aprendizados!
Cachorro Grande
Lili
LILI TINHA UM JEITO ESTRANHO, DORMIA COM DRINK NA MÃO
SAIA E RASTEJAVA PELO CHÃO ATRAZ DE EMOÇÕES BARATAS
QUE A FIZESSEM SE SENTIR UMA ESPOLETA PIPOCANDO
QUERIA SE SENTIR COMO A GRETA GARBO ON THE NIGHT CLUB
LILI VIA ASSOMBRAÇÃO, FILOSOFAVA NO BALCÃO
TEMIA ATENDER O TELEFONE E SER QUEM NÃO QUERIA
DORMIA SÓ DURANTE O DIA, QUERIA EXPLODIR O MUNDO
QUERIA SE SENTIR COMO A GRETA GARBO ON THE NIGHT CLUB
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