Maria Rita e Marcelo Camelo
Santa Chuva
QUEM É VOCÊ PRA ME CHAMAR AQUI SE NADA ACONTECEU? ME DIZ?
FOI SÓ AMOR OU MEDO DE FICAR SOZINHO OUTRA VEZ?
CADÊ AQUELA OUTRA MULHER? VOCÊ ME PARECIA TÃO BEM.
A CHUVA JÁ PASSOU POR AQUI. EU MESMA QUE CUIDEI DE SECAR.
QUEM FOI QUE TE ENSINOU A REZAR?
QUE SANTO VAI BRIGAR POT VOCÊ?
QUE POVO APROVA O QUE VOCÊ FEZ?
DEVOLVE AQUELA MINHA TV QUE EU VOU DE VEZ...
terça-feira, 27 de julho de 2010
Basta!
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sábado, 17 de julho de 2010
Pretérito mais-que-perfeito
Olhando fotos antigas, flagrei-me a pensar: Há quem diga “meu passado me condena”; Há também quem diga que nem tenha lembranças de seu passado; Há ainda, simplesmente, quem faz questão de apagar o passado da memória pra não ter que se lembrar das roupas cafonas que usava ou de como era incrivelmente feio aquele aparelho dental que usou na época de colégio. A verdade é que nossa identidade não vem descrita num pedaço de papel registrado com alguns números e posteriormente guardado numa gaveta de arquivos em algum lugar do país. A verdade é que a real identidade é formada com o passar dos anos, modelada pela personalidade e pelo caráter de cada ser, e que depois de certo tempo passa a ser chamada, irônicamente, de passado. Cortes de cabelos, roupas, brincadeiras, músicas, pessoas... Pequenas coisas que quando se juntavam em uma garagem vazia, transformavam a tarde mais entediante em momentos, que depois de anos, viriam a ser lembrados com ternura. Saudade! Se eu fechar os olhos e me concentrar em silêncio por um instante posso até sentir o aroma da infância. Parece até que naquela época as flores eram mais perfumadas e coloridas do que as de hoje em dia – e olha que nem faz tanto tempo assim. Lembro-me das tardes que eu passava em cima da minha casa na árvore, olhando os carros indo e vindo. Ficava imaginando o que se passava na cabeça daquelas pessoas com feições tão pesadas que nem notavam minha presença ali. Eu queria crescer logo, e até hoje não sei o porque que eu pensava dessa maneira, afinal era tão boa a época em que eu vivia pelo simples fato de estar viva. Ao contrario de hoje, que vivo pensando no amanhã, muitas vezes sem tempo de relembrar o ontem. Ainda assim, quando o faço, são apenas alguns flashs que me remetem àquele tempo. Seria interessante se nascêssemos velhos, e fossemos rejuvenescendo ao longo dos anos. Viveríamos intensamente as obrigações e preocupações da chamada vida de gente grande. Aprenderíamos dar valor a cada simples nascer do sol, com o intuito de aproveitar cada segundo do dia que nascera. Ouviríamos com mais atenção o cantar dos pássaros tentando aprender com eles que voar respeitando o céu só tende a aumentar a liberdade de irmos para onde quisermos. Depois de exaustos e com o dever cumprido, teríamos finalmente tempo para desfrutar da nova infância. E assim, no fim de nossas vidas estaríamos conscientes de nosso dever como cidadãos, pela carga de experiência adquirida, porém, vivendo a vida mais leve, como uma criança que acaba de nascer.
O Teatro Mágico
Camarada d'agua
NOSSA ALEGRIA BREVE POR ENQUANTO NOS DEIXOU
CAMARADA, VIVA A VIDA MAIS LEVE
NÃO DEIXE QUE ELA ESCORREGUE E TE CAUSE MAIS DOR
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domingo, 11 de julho de 2010
O Teatro Mágico de cada dia! A angustia da espera
Esperava ver!
Esperava sentir a musica entrando
pelos poros da minha pele,
adentrando por toda minha circulação.
Esperava sentir meus tímpanos e cordas vocais
vibrando simultâneamente.
E então vi e senti o que nunca havia passado em minha mente antes!
Anuncio, senhoras e sem dores,
o Segundo Ato em cena!
Pouco mais de seis anos se passaram desde que a magia surgiu. Pouco mais de três anos de magia presente em mim. Ainda me lembro do dia em que o Teatro Mágico entrou em minha vida. Eu de uniforme, cansada de mais uma manhã rotineira de aula, cheguei em casa, preparei meu pratododia e fui almoçar no sofá da sala. Bem na hora em que liguei a TV e me sentei, o Evaristinho sentou-se de frente a mim e me apresentou pra alguém, que viria a ser meu mais novo amigo de infância...
Após ter visto a matéria resolvi, então, ir com uma suposta amiga para um lugar onde estaria em cena o suposto teatro. Enfim chegamos ao local da peça. Percebi que era realmente muito famosa, pois a fila estava enorme. Porém o que me deixava preocupada não era a quantidade de pessoas mas, a qualidade delas. Sim! A qualidade: Raros com nariz de palhaço e caras pintadas, todos trajando camisetas parafraseadas, rindo e cantando. Me vi cercada por pessoas no mínimo infantis (nariz de palhaço? Ah, faça-me o favor!). A fila começou andar. Entramos. Fui logo pegar um bom lugar pra sentar com minha (suposta) amiga, foi quando percebi que a maioria das pessoas não estavam sentando-se, estavam indo ficar em pé, aos pés do palco. Perguntei pra minha amiga o porque daquelas pessoas estarem em pé? Ela evasivamente respondeu: "Espere e verá". Que raiva! Já não aguentava mais, queria ver logo essa bendita peça. Então chegou o grande momento, as cortinas se levantaram e tinha um cara lá no meio do palco vestido de palhaço, pensei - poxa, já não era sem tempo! O cara lá em cima começou falar, mas, tinha mais gente falando junto com ele, alias, todo mundo sabia declamar aquele "texto"! Percebi que estava numa espécie de seita. Eu já devia imaginar que minha amiga tinha tendência pra esse tipo de coisa! Tentei então ouvir as palavras pra ver que Deus eles invocavam nesse ritual. E foi justamente ouvindo as palavras que tudo começou a mudar pra mim...
Descobri que eles invocavam o deus Trocadilho, o deus Alegria, o deus que eu sempre cultuei! Nesse momento começaram a cair as escamas dos meus olhos. Teatro Mágico não era uma peça, muito menos uma seita. Era a união de pessoas desprendidas e dispostas a mudar o mundo! Descobri também que minha suposta amiga, não era suposta, nem oposta: era uma disposta também!
Nesse dia começou minha busca virtual por tudo que remetesse à trupe. Músicas, videos, fotos, comunidades em Orkut e camaradas d'agua que ficassem a parafrasear TM comigo sem ver o dia e a noite passar. Logo a busca deixava de ser virtual e então, depois desse primeiro show em Araraquara, vieram mais dois lá na cidade do sol... Outro em Bauru, outro em Taquaritinga, outros 3 em Ribeirão Preto... e a sede de cada vez mais fazer parte do grande espetáculo só aumentava.
A próxima conquista foi tecnológica e dessa forma, passei a assistir ao vivo e sem sair de casa, os shows que pareciam impossíveis e totalmente fora do meu alcance devido à distância!
Desde o começo eu sabia que havia algo que diferenciasse o Teatro Mágico dos outros grupos musicais. Hoje, depois de algum tempo acompanhando a trupe, afirmo com certeza que a diferença é justamente deixar as portas de sua casa aberta para qualquer um que se sinta convidado a cultuar e cultivar a música rara.
Anuncio, pois bem, senhoras e sem dores,
o Teatro Mágico em cena novamente.
O que começou um dia com entrada só para raros,
hoje apresenta o seu Segundo Ato, maduro e livre
para todos os tipos de públicos. Com observações e criticas construtivas do cotidiano de uma sociedade que parece estar perdendo a verdadeira essência da vida: o amor pelo próximo e o respeito para com o mundo em que vivemos.
E isso aumenta a cada dia pela alienação que a mídia cultural e jornalistica vem lançando para a sociedade. O DVD "Segundo Ato" foi gravado em Maio de 2009 e agora terá sua festa de lançamento!
E se por acaso você não puder adquirir o seu, não se preocupe:
Contra Burguês, baixe MP3!
Isso sim é MPB: o movimento
"Musica Para Baixar",
que veio para quebrar barreira entre público e artista...
Evidenciando que é possível sim, transformar
o tudo numa coisa só!

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