
Sempre fui o tipo de pessoa que se apegava muito fácil a quem se aproximasse de mim. Nunca soube dizer ao certo se era carência, solidão, falta de um apoio, um ombro amigo... Ou pura ingenuidade. Sempre quando conhecia alguém, dava o melhor de mim pra cativar e se eu percebesse o mínimo de reciprocidade, confiava meus maiores segredos para com aquele que se dizia meu mais novo amigo de infância. Até eu me decepcionar e me ver sozinha novamente. Logo, então, já era tarde. Eu havia ficado calejada, receosa. Com dificuldade para me abrir, ou lançar um simples elogio no ar. Passei a me importar apenas comigo e de certa forma, aprendi me amar em primeiro lugar. Esse foi o primeiro passo pra me tornar alguém melhor. Depois de um tempo dando murro em ponta de faca comecei a reparar que mesmo com tantas idas e vindas, existiam algumas pessoas que nunca me acrescentavam tristezas e que, mesmo distantes, se faziam sempre presente. Algumas dessas pessoas, vejo várias vezes ao dia; outras delas, uma vez ao ano. E quando fui comparar o peso do meu medo de amar, com todo peso do amor que recebo, entendi a essência da vida. Velhos e verdadeiros Amigos. Maior amor que esse, só o divino.
Galldino
Amorticinio – a canção
QUANDO EU ME LANÇAR SOBRE O TEU OLHAR E TUDO VAI SE CALAR
QUANDO A POESIA CLAMAR POR TI, NÃO FUJAS JAMAIS DE MIM
O AMOR BRIGA E FERE. O TEMPO É CICATRIZ
O AMOR NASCE NOS OLHOS DE QUEM É FELIZ
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