Um dia e uma noite que terminaram. A madrugada fria vem ser aquecida com um abraço sincero e continua no meio do nada deitada na grama, olhando o brilho das estrelas... e refletindo esse brilho em seu olhar enamorado. O tempo poderia parar naquele momento, e deixa-la hipnotizada num sonho sem fim. No cenário do presente mais-que-perfeito só se ouvia o cantar dos grilos misturado com o som da respiração, e estava radiantemente iluminado pelas luzes dos vaga-lumes. Mas o tempo não parou, e a madrugada se esquecera de que apesar de tantas sensações boas que o sonho possa proporcionar, uma única em especial é capaz de suprir a todas: Acordar! Voltar à realidade para correr atraz do sonho. Deixar de ser plateia de sua própria peça, e passar a escrever o roteiro, a fim de um dia chegar ao final feliz, repleto de estrelas, vagalumes e um ponto (nem sempre) final...
"Brincando de correr entre vagalumes, sem querer pegamos uma estrela baixa. Roubamos todas as flores pra esconder perfumes, estrelas e vagalumes dentro de uma caixa. E foi até estranho, a gente nem deu conta. Talvez na outra ponta alguém pudesse pensar menino vagalume, flor, menino estrela, a brisa mais forte veio te buscar. E quando agente apaga tudo fica escuro, mas o medo não vence, pois lutamos só. Por de cima do muro, a gente enxerga o mundo, a fábrica de Deus fazendo gente
e do pó. Deixa pra lá o que não interessa. A gente não tem pressa de viver assim, feito plateia da nossa própria peça, historias, prosas, rimas sem começo e fim. Pra temperar os sonhos e curar as febres, inserir nas preces do nosso sorriso. Brincando entre os campos das nossas ideias, somos vagalumes a voar perdidos."
Engenheiros Do Hawaii
Pra Ser Sincero
"CRIME SEM CASTIGO, APERTO DE MÃO
APENAS BONS AMIGOS"
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